sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Catarse Moribunda

Logo após o termino do dia do trabalhador foi anunciada a morte daquele que deu mais trabalho ao longo de uma década ao serviço de inteligência dos EUA, ou seja, Osama Bin Laden, líder da rede intitulada pelo ocidente de terrorista Al Qaeda, vale lembrar que o Hamas e hezbollah também são chamados de grupos terroristas apesar dos dois participarem como partido políticos nos parlamentos da autoridade palestina e do libano respectivamente. Entretanto, os EUA precisava saciar a ideologia do medo em sua sociedade e por extensão pelo mundo, pois a mídia internacional e em particular no Brasil corroboram tal linha de raciocínio, tentando inclusive colocar Osama Bin Laden como inimigo número um da sociedade mundial.

Primeiro Bin Laden era inimigo dos estadunidenses e dos paises que apoiavam os mesmos, segundo o líder morto da Al Qaeda foi o fator de desencadeamento de todo um processo que culminou nas invasões do Iraque e do Afeganistão em busca de interesses claramente econômicos. Em face disto fica claro que imagem de jovens estadunidense comemorando a morte do saudita foi, no mínimo, bizarra, pois o governo dos Estados Unidos promove aquilo que chamamos de terrorismo de estado e em nenhum dos paises invadidos vemos pessoas comemorando a morte dos soldados dos EUA, pois ali são pessoas que muitas vezes estão no exército estadunidense porque não tiveram oportunidade de trabalharem em coisa melhor, pois os soldados americanos em sua maioria são das áreas empobrecidas dos EUA, em face disto o que estava em jogo era os interesses dos EUA em termos financeiros, era necessário ter o controle dos poços petróleo no oriente médio, legitimar a posição americana na região.

Em face disto a celebração da morte feita pelos americanos e que parte da mídia mundial e em particular no Brasil tenta colocar como expressão de patriotismo americano, que foi a mais mórbida catarse de uma sociedade, muito parecida inclusive com o que ocorreu no Brasil com filme tropa de elite I e particularmente no Rio de Janeiro com a ocasião das invasões dos complexos da penha e do alemão aonde a sociedade queria que as forcas de segurança elimina – se aqueles bandidos que corriam pela estrada de terra em fuga a uma comunidade vizinha, podemos perceber que em ambos os casos o desejo de sangue, vingança, esta implícito em ambas as situações e no entanto não se atenta para as questões fundamentais, a invasão ao Afeganistão, Iraque, irão continuar, não sabemos, outra questão e a posição estadunidense quanto a questão palestina ira mudar, também não sabemos, em suma a morte de Osama não muda a realidade, mas traz para o nosso combalido ocidente mais incertezas.

Sonhos e realidades educacionais

A pratica docente proporciona as mais variadas experiências para aquele que se encontra à frente de uma turma, portanto o ato de lecionar exige do mesmo um pleno e continuo processo de aprimoramento e conhecimento e não um mero treinamento como muitos pseudoespecialistas em educação gostam de dizer por ai, isto pelo fato dos mesmos tem espaço na mídia e estas defendem um ponto de vista calcado no fator econômico em que a otimização dos custos esta em primeiro lugar, entretanto temos nas diversas políticas de cunho neoliberal a prova do fracasso, como a famigerada política de bônus, esta que fracassou no EUA que e a nação mentora deste modelo de política educacional e mais recentemente no estado de São Paulo que foi feito um levantamento dos resultados e mostrou que os mesmos foram mais baixos do que os obtidos em 2007, ano em que não haviam ainda introduzido este sistema de bônus que foi decantado como o que existia de mais moderno em termos de política educacional, em ambos os casos, fica claro o fracasso retumbante deste processo, por um motivo muito simples, primeiro escola não é uma fabrica aonde temos uma produção em série, padronizada, pois para que tal coisa aconteça, seria necessário uma padronização curricular tendo por objetivo engessar, tolher, retirar a autonomia e desconsiderar as diversas realidades sociais, culturais e econômicas referentes ao universo escolar.

Segundo é necessária uma constante atualização do profissional da educação, pois o professor é aquele que precisa estar constantemente atualizado com a realidade social que o cerca, familiarizado com as novas mídias e acima de tudo o professor precisa ser um intelectual por excelência, aquele que debate sobre as diversas faces do saber, particularmente vejo o professor como o escolástico medieval, entretanto adequado ao mundo moderno, pois temos como função se não acabar, pelo menos minorar os preconceitos, discriminações, segregações e etc que existe lamentavelmente em nossa sociedade, portanto não será com políticas educacionais que visam apenas o fator econômico e principalmente que não investe naquele que e sem sombra de duvida o protagonista do processo, ele mesmo aquele que pelo fato de ensinar por diversas vezes encontrou a morte e isto a historia esta ai para mostrar, ou seja, o professor a figura fundamental neste processo, o tempo passa, as demandas mudam, o mundo tecnologicamente avança, mas o professor esta sempre na posição de protagonista, em face disto e particularmente no Brasil precisamos dos professores o mais bem preparados possível, pois temos a tarefa secular de incluir, de transformar em cidadãos todos os brasileiros, temos que colocar todas as crianças que num primeiro olhar imaginamos um futuro sombrio para as mesmas, temos que dar a oportunidade de mudança para aquele trabalhador que por toda vida teve negado o mundo encantado das letras, pois que lê tem um mundo em suas mãos e como diria o celebre filosofo Platão “bom seria uma nação aonde tivesse como governante um filosofo ou que filósofos fosse os seus cidadãos”, não queria tanto, mas ficaria muito satisfeito em ter cidadãos cônscios de seus direitos e principalmente de seus deveres com a cidade, o estado e o pais.

Portanto acredito que a educação e algo para poucos, não como uma outra profissão qualquer, não e um mero ato de prestar serviço, cumprir um horário e voltar para o lar, quase tudo que uma pessoa comum tem como lazer para o professor direta ou indiretamente e trabalho, teatro, cinema, um bom show musical, um jornal e etc e necessário para que o professor esteja a par das noticias acerca da cidade, do estado e do pais, portanto o professor deveria ser o elemento mais importante para a formação de uma nação desenvolvida, dada a importância da educação para a transformação de um aglomerado de pessoas numa vasta extensão territorial em um pais. Em face disto fica claro que a valorização do profissional e de suma importância para o desenvolvimento contínuo da nação e a mesma não pode falhar nesta tarefa fundamental e de importância impar em nossa historia.


Músicas e imagens para refletir II

Mais um som daqueles

Música: Senhor da Guerra

Banda: Legião urbana
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Músicas e imagens para refletir I

Estas era do tempo em que a música primava pela qualidade, bem diferente dos dias atuais.

Música: cartas aos missionários banda: uns e outros


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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estética e Erotismo


Recentemente navegando pela web fui arrastado para uma discussão inusitada, internautas não estavam gostando da capa da última de uma renomada revista, pois achavam que a mesma estava muito robotizada, realmente observando a pessoa em questão digamos que a mesma estava muito “musculosa” a modelo em questão chama –se Gracyanne Barbosa, esposa de um cantor famoso do mundo do pagode, isto despertou a reflexão deste texto, pois podemos estar assistindo uma mudança estética em nossa cultura.

Nós brasileiros gostamos de mulheres de corpos volumosos, não é a toa que mulheres como Viviane Araújo, Cléo Pires e outros volumosas povoam as mentes masculinas e ainda que muitos não saibam, pois isso é fruto de um longo processo estético, proporcionam um deleite erótico, faça o teste se você estive numa praia, pensem quais mulheres os homens são flagrados dando uma deleitosa observada, não na magrela exposta, mas sim na popular “popozuda” pois esta detém os dotes físicos que nos remete ao antigo mito da “morena mourisca” que foi introduzido em nossa cultura pelos portugueses, este que quando chegaram aqui no Brasil transferiram este mito para as mulheres indígenas e na seqüência do processo de dominação para a mulher africana dona de dotes para lá de avantajados, tal construção cultural enraizou –se em nosso povo, daí a reclamação de muitos internautas de que a modelo em questão não estava agradando, pois bem este novo paradigma de beleza está fazendo com que as mulheres brasileiras entrem num verdadeiro espiral de tortura, pois querem se adequar a um padrão estético que culturalmente não é nosso, algumas como no caso da modelo em questão beira a proximidade com fisiculturismo, quando na verdade beleza é algo cultural e a mesma portanto é heterogênea e não homogênea.

Esta realidade mostra que o nosso Eros não está aceitando determinado padrão estético, pois afronta o nosso que é uma herança cultural dos povos que nos constituíram, em face disto é preciso maior equilíbrio, entre aquilo que agrada si e a imposição estética que no fundo é uma imposição cultural.