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domingo, 24 de março de 2013

Bunda é



Bunda é o ponto
Mais celebrado da
Estética tupiniquim

Homens e mulheres
Celebram a bunda
Os primeiros por terem
Tara pela bunda.
Já as mulheres por geralmente
Não ter uma igual a celebrada

Bunda é como festa
no subúrbio, todo mundo
gosta, bunda não é amorosa
é tesuda, gostosa, carnuda
em suma, bunda é............

( Márcio Almeida )
  

Bunda é


















Bunda é o ponto
Mais celebrado da
Estética tupiniquim

Homens e mulheres
Celebram a bunda
Os primeiros por terem
Tara pela bunda.
Já as mulheres por geralmente
Não ter uma igual a celebrada

Bunda é como festa
no subúrbio, todo mundo
gosta, bunda não é amorosa
é tesuda, gostosa, carnuda
em suma, bunda é............

( Márcio Almeida )
  

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estética e Erotismo


Recentemente navegando pela web fui arrastado para uma discussão inusitada, internautas não estavam gostando da capa da última de uma renomada revista, pois achavam que a mesma estava muito robotizada, realmente observando a pessoa em questão digamos que a mesma estava muito “musculosa” a modelo em questão chama –se Gracyanne Barbosa, esposa de um cantor famoso do mundo do pagode, isto despertou a reflexão deste texto, pois podemos estar assistindo uma mudança estética em nossa cultura.

Nós brasileiros gostamos de mulheres de corpos volumosos, não é a toa que mulheres como Viviane Araújo, Cléo Pires e outros volumosas povoam as mentes masculinas e ainda que muitos não saibam, pois isso é fruto de um longo processo estético, proporcionam um deleite erótico, faça o teste se você estive numa praia, pensem quais mulheres os homens são flagrados dando uma deleitosa observada, não na magrela exposta, mas sim na popular “popozuda” pois esta detém os dotes físicos que nos remete ao antigo mito da “morena mourisca” que foi introduzido em nossa cultura pelos portugueses, este que quando chegaram aqui no Brasil transferiram este mito para as mulheres indígenas e na seqüência do processo de dominação para a mulher africana dona de dotes para lá de avantajados, tal construção cultural enraizou –se em nosso povo, daí a reclamação de muitos internautas de que a modelo em questão não estava agradando, pois bem este novo paradigma de beleza está fazendo com que as mulheres brasileiras entrem num verdadeiro espiral de tortura, pois querem se adequar a um padrão estético que culturalmente não é nosso, algumas como no caso da modelo em questão beira a proximidade com fisiculturismo, quando na verdade beleza é algo cultural e a mesma portanto é heterogênea e não homogênea.

Esta realidade mostra que o nosso Eros não está aceitando determinado padrão estético, pois afronta o nosso que é uma herança cultural dos povos que nos constituíram, em face disto é preciso maior equilíbrio, entre aquilo que agrada si e a imposição estética que no fundo é uma imposição cultural.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Deleites eróticos


Marcio C. Almeida

Históriador
Outro dia folheando a revista playboy aonde a estrela do mês é a lia, esta foi uma das participantes do BBB e segundo informações não precisou de retoques nas fotos, aliás, muito bonitas, para desespero da inveja feminina que veio a cabeça seguinte reflexão, como é prazeroso ver algo erótico que não apele para a pornografia pura e simples, ou seja, o ensaio desta menina foi ao encontro da afirmativa de Platão: “Eros é tudo aquilo que traz bens e felicidade”, em face disto ao folhear a respectiva revista temos um sensação hedonista, algo que nos provoca prazer, entretanto não é apelativo, portanto o ensaio vai cativando ao longo da observação, diferente de uma revista concorrente, aonde com raras exceções tem um claro apelo pornográfico, outro exemplo são os filmes pornôs, tem um ditado popular que diz: “quem viu um viu todos”, isto porque os filmes do gênero são previsíveis, uma seqüência de cenas e imagens aonde a genitalidade é o ponto alto, aliás isso é fruto do caráter permissivo, grosseiro e brutalizado da sociedade atual, até os anos sessenta tínhamos uma sociedade assentada no puritanismo, entretanto a partir da revolucionaria década as coisas começaram a mudar e os setores conservadores tentaram conter tais mudanças e o resultado foi uma abertura de caráter permissivo, ou seja, saímos de um extremo ao outro, nesta a perspectiva erótica continuou relegada a condição tanatos, pois tanto o puritanismo quanto o permissivismo são grosseiros, sendo ambos autoritários, o primeiro por castrar toda poesia, todo deleite e prazer sobre as coisas belas da vida, o segundo por reduzir o erótico a mera genitalidade provocando uma falsa sensação de liberdade.
Em face disto ensaios como esses proporcionam um deleite hedonista, algo muito parecido com tomar um bom vinho, beber uma boêmia bem gelada na beira da praia, ler um livro, coisas que provocam prazer nas pessoas, dando uma gostosa sensação de bem estar, ensaios como estes nos mostram a diferenças entre o erótico e o pornográfico, o primeiro repousa no campo da sofisticação, da sensibilidade, requinte e etc, o segundo encontra-se no espectro da grosseria, da genitalidade e da mera animalidade, infelizmente as relações atuais na grande maioria estão dentro de um caráter embrutecido, sem o mínimo espaço para o encantamento. Logo podemos perceber que o erótico é algo libertador, democrático, profano, o respectivo ensaio nos mostra que podemos admirar com prazer hedonista as belas coisas da vida, podemos nos deleitar com o erótico sem achar que seremos punidos por algo maior do que nós, pois o mesmo é tudo que proporciona bem estar, portanto que possamos apreciaro belo, deleitarmos com o erótico para que este seja um verdadeiramente erótico e a menina da foto acima valida prazerosamente a nossa tese.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Erotismo no limiar do século XXI

A sociedade do limiar do século XXI que vivemos é herdeira direta das conquistas obtidas pelos movimentos que militaram radicalmente nos anos 60/70 (estudantes, feministas, negros e etc) entre as reinvidicações estava a liberdade sexual, isto não implicava em atitudes licenciosas, muito menos irresponsáveis. Entretanto podemos observar que ao invés de termos sociedade erótica em sentido platônico, temos uma genitalização do erotismo, base da pornografia que é a face mais rasteira e embrutecida da dimensão sexual do erotismo, esta realidade no entanto é fruto da adequação da sociedade burguesa frente as mudanças que estavam ocorrendo a partir dos anos 60/70, portanto passamos a ter migalhas de erotismo, este na sua face genitalizada, aonde temos como símbolo maior o estilo “playboy” de vida, neste momento ocorre um bool na industria pornográfica com o surgimento de uma gama e materiais sobre o assunto que no inicio era impresso e nos dias atuais podem ser encontrados em qualquer esfera de comunicação, isto é, da mídia impressa à online, longe de querer negar a face genital do enlace erótico quando duas pessoas que desejam mutuamente e tendo por objetivo proporcionar prazer a ambos, pelo menos em tese, entretanto o grande problema é a redução do erotismo em nossos dias foi reduzida apenas a sua dimensão sexual com recorte genital, quando deveríamos estar experimentando as outras dimensões de Eros em nossas vida.
Mas o que explica esta genitalização é a necessidade de controle social, isto mesmo! Pode parecer até certo ponto estranho, entretanto vamos aos fatos a redução de Eros a mera genitalidade quebra a idéia de hedonismo que basicamente significa viver com prazer, ou seja, fazer coisas que lhe proporciona prazer e bem estar, proporcionando uma vida feliz, em contra partida a noção de felicidade dominante em nossa sociedade é aquela que repousa no consumismo, o mesmo coloca que o individuo deseja é possível desde que o mesmo possa comprar, isto impulsiona o consumismo algo que interessa ao capitalismo. Em face disto podemos perceber que o controle de Eros significa o cerceamento da liberdade, pois no momento em que o individuo significa o cerceamento da liberdade, pois no momento em que o individuo é alienado das outras possibilidades que o erotismo proporciona, isto é, quando o mesmo acredita que erotismo é mera genitalidade passo a ter o controle ou a sublimação do mesmo, devido ao fato que a energia, criatividade e sensibilidade que o individuo empregaria em atividades prazerosas passa a ser empregada no trabalho, isto impulsiona a economia o que é de interesse capitalista, outro fator a ser observado é que os parcos momentos de lazer e prazer ocorrem sempre no finais de semana, isto tem o objetivo de ter trabalhadores supostamente relaxados e melhor disposto para mais uma semana de trabalho.

Em face disto podemos perceber que Eros continua aprisionado em sua condição Tanatos, isto explica o sucesso de coisas com o sex shops, casas de swing, clubes de erotismo, isto ocorre devido ao fato destes locais os indivíduos poderem experimentar outras possibilidades que o erotismo oferece ainda que Eros não se resuma a sua face sexual, pois todas vezes que lemos um livro, bebemos com os amigos, ouvimos e/ou dançamos uma música que gostamos, estamos na verdade gozando de momentos prazerosos, ou seja, estamos exercendo o nosso Eros em sentido helênico, em face disto percebemos que o erotismo esta ligado a aquilo que proporciona ou dar prazer, fica claro que a nossa sociedade é carente de prazer devido ao fato de crer que tudo é possível de ser consumido, recebemos em troca migalhas de supostos prazeres quando na verdade aquilo que nos pertence é negado, logo temos que nos libertar desta opressão, pois cercear Eros significa controlar a sociedade e negar a liberdade a mesma em toda sua totalidade.
OBS: a imagem acima refere -se ao deus Eros divindade do amor.

terça-feira, 3 de março de 2009

Puritanismo e permissividade

Márcio C. Almeida

Historiador.

Assistindo a um capítulo de uma minissérie transmitida por uma grande emissora de televisão comecei a refletir sobre a inversão, ou melhor, sobre a mudança dos valores sociais. Podemos observar que até o início dos anos 60 tínhamos definidos os papeis de homens e mulheres, aos primeiros cabia o sustento da casa, em linguagem digamos religiosas e patriarcal, o “chefe da casa” ou “cabeça da família”, contrapartida cabia a mulher o zelo da casa, o cuidar dos filhos e do marido, tendo por objetivo manter a harmonia da casa, para consagrar esta realidade foi cunhada a expressão “ rainha do lar”, entretanto ficava claro o limite de ação da mulher, o espaço permitido para mesma nesta sociedade, isto porque o mundo ocidental estava sobre valores puritanos, portanto de orientação conservadora do ponto de vista moral, esta coerção social existente na sociedade tem origem nas idéias religiosas que se tornaram comuns na sociedade que viam toda manifestação de prazer como algo negativo, isto explica em parte o porque de coisas como sociedades secretas em sentido estrito e o carnaval numa esfera mais ampla fazerem tanto sucesso, causando fascínio nas pessoas, este se explica destas organizações e manifestações provocar o retorno nostálgico a uma espécie de “ paraíso perdido” onde tudo é permitido.

Portanto o controle do puritanismo é feito entre outras coisas pela sublimação, esta que segundo Freud “é uma força primaria da libido”, sendo a mesma desviada para outras funções não sexuais e por extensão erótica, mas que são valorizadas socialmente, entretanto o mesmo puritanismo permitia a dupla moral, pois com as funções definidas para homens e mulheres somado as formas de coerção puritanista, aonde o sexo e toda atividade prazerosa é relegada a parcos momentos, nas horas vagas, pois segundo a moral burguesa “ o ócio é a fonte de todos os males e vícios”. Logo podemos perceber que ocorre uma deserotização da sociedade de uma maneira geral e quem carrega este fardo é a mulher, esta que sofre por esta sobre a tutela do pai ou do marido, pois no principio quando a organização social era matriarcal existia um nível muito maior de liberdade, algo que gradativamente foi reduzida com a inserção da organização de orientação patriarcal, esta situação criou a dupla moral, tanto para homens quanto para mulheres, em relação ao primeiro tudo era permitido, na medida em que os homens podiam ter prazer fora do casamento, algo socialmente vedado às mulheres. Em face disto tínhamos como resultado a manutenção da ordem na sociedade, pois a dupla moral garantia a cota de prazer, ainda que meramente genital, ao homem, em relação às mulheres a dupla moral criou uma situação na qual as mesmas tiveram que usar de certas artimanhas para conseguir se movimentar nesta sociedade, mas não sofriam sanções desde que mantivessem a aparência harmônica da família, ponto fundamental da sociedade burguesa.

Esta realidade é fruto de uma educação repressora em todos os sentidos e principalmente na área sexual, entretanto a mesma era ambígua, principalmente para as mulheres, até hoje é forte o apelo ao recato feminino, em contrapartida os homens sofre um forte apelo para desenvolver sua masculinidade dentro da linha do macho conquistador e viril de outrora, entretanto esta realidade começa a mudar a partir dos anos 60 com mudanças que influenciariam o mundo até hoje, movimentos como o estudantil, feminista, negro e por ai a fora começaram a propor um novo paradigma para a sociedade ocidental, diametralmente oposto ao vigente criado pela sociedade burguesa a partir do XIX, logo provocou uma revolução nos costumes, algo que tem na sociedade atual o apogeu dos seus efeitos,entretanto qual foi a reação das esferas dominantes burguesas frente a estas manifestações, a este novo modelo de sociedade proposto, simplesmente cooptou parte das reivindicações para amenizar seus efeitos na ordem vigente.

O resultado disto foi a aparição das ditas revistas “eróticas” e nos dias atuais podemos estender para os atuais filmes, sites e reality shows da vida, tendo objetivo é ver, observar aquilo que antes era proibido , proporcionando uma falsa sensação de liberdade, esta que na verdade é mera permissividade em sua face mais mesquinha, maquiavélica, pois a sexualidade é algo para ser difuso e para além do ambiente meramente sexual, em face disto Eros é uma realidade que deve estar em todo o ambiente e em atividades não sexuais também, isto nos faz lembrar de uma afirmativa de Platão “ Eros é toda busca por bens e felicidade”, isto explica muito da loucura que é a nossa sociedade, isto é, fragmentada, genital, deserotizada, consumista, desequilibrada e etc, tudo porque nos dão migalhas, somos cães, estamos numa situação suplicante aonde um pouco de prazer que nos dão é visto como um ato de caridade, tal qual um cão que estando a dias como fome recebe um alimento de alguém, em face disto quando nos concedem um pouco de prazer, parece um ato de libertação, quando na verdade é uma sutil, sofisticada de repressão.

Bom, podemos concluir, portanto que a superação do puritanismo não significou maior liberdade, mas criou novas formas, estas sutis, de repressão, neste quadro Eros continua aprisionado na sua condição Tanatos, assim como os indivíduos estão presos, atados aos grilhões da moral repressora disfarçada de libertadora em sua face permissivista.